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MONITORAMENTO: Nos últimos 7 dias as chuvas mais importantes do Nordeste foram observadas nos arredores de Alto Parnaíba, Vila Nova dos Martírios e Buriti no Maranhão, Barras e Santa Filomena no Piauí, Poço de José de Moura e Alhandra na Paraíba, na região entre Apodi e Marcelino Vieira no Rio Grande do Norte, onde os acumulados ficaram entre 50 e 80 mm. Na Bahia, em Sergipe, Alagoas, Pernambuco, no leste do Rio Grande do Norte, no extremo norte do Ceará, na faixa entre Jacobina do Piauí e Curimatá no Piauí, na região de Zé Doca no Maranhão, e nos arredores de Camalaú, Taperoá e Monteiro na Paraíba as chuvas foram muito escassas, somando entre 0 e 10 mm. Enquanto no restante do Nordeste as precipitações ficaram entre 20 e 40 mm. Com relação à umidade do solo, as áreas com maior umidade ocorreram na faixa entre Goiana e Barreiros no leste pernambucano e nas proximidades de Aroazes no Piauí, com teores entre 50 e 70 mm. Nos arredores de Correntina na Bahia, Barreiras do Piauí, Manoel Emídio e Barras no Piauí, de Açailândia, Bom Jesus das Selvas, Turiaçu e Aldeias Altas no Maranhão, de Iracema, Tauá e Aracoiaba no Ceará, de Barra de Santa Rosa e Alhandra na Paraíba, de Santa Maria da Boa Vista e de Santa Filomena em Pernambuco, a umidade do solo ficou entre 30 e 50 mm. No restante do Nordeste a umidade do solo ficou entre 0 e 20 mm.Quanto à estiagem agrícola as áreas com chuvas mais freqüentes ocorreram na faixa entre Gilbués e Alto Longá e na região de Teresina no Piauí, na faixa entre Aurora e Fortaleza, além dos arredores de Itapipoca no Ceará, no leste pernambucano e nas áreas próximas à Petrolina, Exu e Pesqueira no mesmo estado, nos arredores de Ilhéus, Mucuri, na faixa entre Encruzilhada e Feira da Mata, nas proximidades de Correntina, Formosa do Rio Preto, Casa Nova, na área englobada por Érico Cardoso, Mucugê, Piatã e Ibitiara na Bahia, na região de Alto Parnaíba, Açailândia e na faixa entre Carolina e Loreto no Maranhão, e nas proximidades de Cajazeiras, Mãe d´Água e Barra de Santa Rosa na Paraíba, onde há de 10 a 40 dias sem chuvas maiores que 10 mm. Já na faixa entre Penedo e União dos Palmares em Alagoas, na região de Chorrochó no norte baiano, na faixa entre Quixadá e Granja no Ceará, nas proximidades de Bom Princípio do Piauí no Piauí, e a cerca de Ibimirim, Belém de São Francisco e de Petrolândia em Pernambuco, onde há entre 120 e 180 dias sem chuvas acima de 10 mm. No restante do Nordeste chuvas desse porte não ocorrem entre 50 e 110 dias.
Nevoeiro sobre a serra é sinal de mais chuva no sertão. Os campos estão verdes, a pastagem do gado melhorou e os moradores voltaram a frequentar as roças. Um agricultor de Nova Olinda, região sul do Ceará, começou a plantar cheio de esperança. Usando uma matraca, o trabalhador rural aproveita a umidade e semeia 60 quilos de milho nos três hectares que preparou. Em outra localidade, um trator é utilizado para o plantio de milho direto. Um agricultor da região faz o experimento em 50 hectares. Em vez dos 3.700 quilos por hectare no plantio convencional, nesta modalidade, o agricultor pode chegar a colher até cinco mil quilos de milho por hectare. “O plantio direto leva vantagem porque aguenta mais a estiagem do que o plantio convencional”, garante o agricultor. Em algumas regiões do estado, ainda falta chuva. Por causa disso, o calendário de distribuição de sementes foi alterado de acordo com as previsões de chuva da Funceme, órgão estadual de Meteorologia. O secretário de Desenvolvimento Agrário do Ceará, explica que as sementes foram distribuídas primeiro na região do Cariri porque lá choveu primeiro. (Com: G1.com)
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