Quinta-Feira, 17 de Maio de 2012    
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Monitoramento Agrometeorológico da Região Nordeste
MONITORAMENTO: Nos últimos 7 dias as chuvas mais intensas do Nordeste foram registradas na região de porto Seguro e Santa Cruz Cabrália no sul da Bahia, com acumulados entre 90 e 150 mm. Nas áreas ao redor desta, as chuvas somaram entre 50 e 80 mm. Na região de Itapetinga, Caravelas, Ilhéus e Itaju do Colônia ainda no sul baiano, e na região de Turiaçu, Turilândia e Santa Luzia do Paruá no Maranhão, nos arredores de Gilbués e de Barras no Piauí os acumulados da semana ficaram entre 20 e 40 mm. Enquanto no restante do Nordeste as chuvas foram mais escassas entre 0 e 15 mm. Com relação à umidade do solo, a maior parte da região Nordeste apresenta teores entre 0 e 20 mm. As áreas com maior umidade podem ser observadas nas proximidades de Turiaçu no Maranhão, de Cabeceiras do Piauí, Barras e Batalha no Piauí, a cerca Fortaleza no Ceará, de Santa Cruz Cabrália e de Valença na Bahia, onde as umidades do solo encontram-se de 40 a 65 mm. As áreas ao redor destas, além das proximidades de Açailândia no Maranhão, de Castelo do Piauí no Piauí, de Itapipoca e Jaguaruana no Ceará, de Nova Viçosa e Caravelas na Bahia, onde as umidades do solo encontram-se de 15 a 30 mm. No restante do Nordeste a umidade do solo está menor entre 0 e 15 mm. Quanto à estiagem agrícola as áreas com chuvas mais frequentes ocorreram nos arredores de Gilbués, Corrente, de Eliseu Martins, Dom Inocêncio, na região entre os municípios de Cajazeiras do Piauí, São Miguel Tapuio, Luís Correa, Miguel Alves e Amarante no Piauí, em todo o leste do Ceará, nos arredores de Cariré e na faixa entre Icapuí e Barroquinha no extremo norte do estado, nas proximidades de Apodi e no extremo leste do Rio Grande do Norte, no oeste da Paraíba, nos arredores de Correntes e na faixa entre Flores e Araripina em Pernambuco, nos arredores de Ilhéus, Itapetinga, Itambé, Mucuri, nas proximidades de Feira da Mata, Formosa do Rio Preto, Correntina, Vitória da Conquista e Mucugê na Bahia, na região de Alto Parnaíba, Bom Jesus das Selvas, Nova Colinas, Feira Nova do Maranhão, Sítio Novo e Formosa da Serra Negra e na faixa entre Carutapera e Alcântara e nos arredores de Araioses no Maranhão, onde há de 10 a 50 dias sem chuvas maiores que 10 mm. Já nos arredores de Florânia no Rio Grande do Norte, de Tasso Fragoso, Araguanã, Chapadinha, Caxias, Barra do Corda e Davinópolis no Maranhão, Ribeiro Gonçalves e Floriano no Piauí, Aiuaba, Aracoiaba e Santana do Acaraú no Ceará, nas regiões entre Malhada e Bom Jesus da Lapa, entre Morro do Chapéu e Boa Vista do Tupim, nos arredores de Prado e Itamaraju, na região de Feira de Santana, Tucano, Catu e Inhambupe na Bahia, chuvas maiores que 10 mm não são observadas entre 130 e 190 dias sem chuvas acima de 10 mm. No restante do Nordeste chuvas desse porte não ocorrem entre 60 e 120 dias. No município de Nossa Senhora da Glória, sertão de Sergipe, fica a maior bacia leiteira do estado. Por lá, os criadores têm enfrentado dificuldades. Com o gado magro e fraco, o sertanejo está com medo de vacinar o rebanho contra a febre aftosa por causa da reação do animal. Para os órgãos de Defesa Animal do Estado essa preocupação não deveria existir. “Há alguns mitos em dizer que a vacina causa mal estar no bovino, mas não é isso, o que pode causar mal estar é o stress que o bovino tem durante toda vacinação, independente se feita em período de estiagem ou não", explica a diretora da Defesa Animal de Sergipe. Um criador da região com um rebanho de 70 cabeças, alega que a produção de leite diminuiu em 25% com a seca, mas ele está convencido da importância da vacinação. “Um dia ou dois o animal fica triste, mas isso passa, pior é ele ficar doente e perder o rebanho inteiro”, comenta. Os veterinários têm orientado os criadores a vacinar o gado nas primeiras horas do dia, para causar menos stress. Sergipe tem o status sanitário de livre de febre aftosa com vacinação. A meta é imunizar cerca de um milhão de animais até o fim do mês. (Com: G1.com)
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