O cruzamento dos planos de informação referentes aos índices climáticos e sua classificação segundo o sistema produzido por Tonietto & Carbonneau (2004), para o período de produção outono-inverno , permitiu a identificação de 11 climas vitícolas conhecidos e outros 5 tipos climáticos que não foram contemplados no estudo realizado por Tonietto & Carbonneau (2004). Para esse período de produção vitícola o Estado tem limitação para cultivo ao longo do inverno por causa do alto risco de geada, compreendendo pouco mais de 28% da área total. A classe de clima vitícola representada pela sigla IS-1 IH-1IF-1 aparece em segundo lugar em termos de importância relativa, com cerca de 20% da área total do Estado. Em seguida, têm-se as classes de climas Las Brujas, Tarragona, Bordeaux e Bento Gonçalves , representando em conjunto 44% da área total de São Paulo.
Para o período de produção primavera-verão, nota-se uma expressiva redução nas classes de clima vitícola em relação ao período de produção outono-inverno , com predominância da classe Japão, ocupando cerca de 60% da área total do Estado, uma classe de clima vitícola caracterizado por clima úmido e ameno, com vinhos sem grande expressão no mercado mundial. Em seguida, estão as regiões classificadas com classe de clima de Bento Gonçalves. A região com clima inapto à produção de uvas por causa do excesso de água durante a fase de maturação das videiras representa pouco mais de 10% da área total de São Paulo.
Comparando-se os mapas de produção primavera-verão ou outono-inverno , pode-se notar uma melhora expressiva no potencial de produção de vinhos de qualidade no Estado quando a poda é feita entre o final do verão e o início do outono, permitindo que a maturação das uvas se dê sob condições de clima mais seco. Especialmente na região oeste, noroeste e norte do Estado, essa opção parece ser uma boa alternativa para os produtores – tanto que é pratica comum na região de Jales – para assegurar condições de produção com menor incidência de pragas e doenças e para a obtenção de boas produtividades de vinhos de alta qualidade. No noroeste, para podas de produção realizadas entre o final do verão e o início do outono, enquadra-se na classe de clima vitícola Tarragona, Ajaccio/Bastia, Ravenna , regiões que dão nome a esta classe de clima vitícola são reconhecidas pela produção de vinhos tintos de excelente qualidade, com coloração e sabor intenso.
Para os Municípios de Atibaia, Capão Bonito, Jales, Jundiaí, Pilar do Sul, Salto de Pirapora, São Miguel Arcanjo, São Roque, Urânia e Vinhedo, destacados pela tradição e produção vitivinícola no Estado de São Paulo, apresentam-se descrições climáticas e o potencial de produção para vinhos finos.