A análise climática elaborada para o Estado de São Paulo considerou a temperatura do ar, a quantidade de chuva e a umidade relativa do ar, para os meses de julho (frio e seco) e dezembro (quente e chuvoso), representativos, respectivamente, das estações de inverno e de verão, e a insolação anual para o estado de São Paulo.
Com referência ao regime térmico destacam-se as regiões de maior altitude do Sul e Sudeste do estado de São Paulo, onde a Temperatura Mínima para o mês de julho fica entre os 4 ºC e 7 ºC, com a Temperatura Média mantendo-se inferior aos 13 ºC. Na faixa central do Estado as temperaturas médias mínimas, são superiores, e oscilam entre os 8,5 ºC e 11,5 ºC, com valores médios para o mês de julho abaixo dos 18 ºC. Na faixa litorânea e na região que se estende do Centro ao Oeste do Estado há elevação das temperaturas, com médias mínimas superiores aos 13 ºC e valores médios maiores que 18 ºC.
Para o mês de dezembro a Temperatura Média é superior aos 16 ºC em todo o estado de São Paulo, com a quase totalidade das regiões registrando valores maiores que 20 ºC (Figura 7). Os menores valores de temperaturas do ar para o mês de dezembro ocorrem nas áreas de maior altitude do Sul e Sudeste paulista, criando-se uma zona intermediária que recobre todo o centro do Estado, com Temperaturas Máximas entre os 24 ºC e 26 ºC. As regiões litorâneas, Norte e Oeste apresentam as temperaturas mais elevadas, que variam de 26 ºC a 29 ºC.
O total anual de Insolação para o estado de São Paulo varia de 1680 a 2300 horas de brilho solar por dia. Os menores valores são observados nas regiões Litoral e Sul, onde ocorre uma média de 4,3 horas de brilho solar por dia, coincidindo com maiores volumes de chuva, principalmente nos meses de outono e inverno, e, por conseguinte, com maiores períodos com nebulosidade. Os maiores valores de insolação são observados nas regiões Norte e Oeste do Estado, onde ocorre uma média de 6,3 horas de brilho solar por dia, com volumes inferiores de chuva e onde o céu permanece mais tempo sem nuvens.
O estado de São Paulo apresenta duas épocas distintas quanto ao regime de chuvas: uma Estação Seca, compreendendo os meses de outono-inverno, e outra Estação Chuvosa, durante a primavera e verão. No mês de Julho (estação seca) os volumes acumulados de chuva apresentam redução em direção ao Norte do Estado, diretamente influenciado pela latitude com influência das frentes frias provenientes do Sul do país, com registros superiores a 95 mm, e com totais mensais inferiores a 35 mm a partir da metade Norte do Estado. No mês de Dezembro (estação chuvosa), com a passagem da primavera para o verão, a influência exercida pela latitude ou frentes frias cede lugar ao efeito do oceano, com variação mais pronunciada longitudinalmente. As regiões mais chuvosas em Dezembro, principalmente as litorâneas registram volumes acumulados de até 230 mm, decrescendo em direção ao Oeste onde os volumes não passam dos 175 mm.
A Umidade Relativa do ar para o mês de Julho, em função da estação seca, mantém-se abaixo de 75% na maior parte do Estado, chegando a valores médios inferiores a 67% na maior parte da metade Norte de São Paulo, com destaque para áreas do Nordeste e parte das regiões Oeste e Norte Paulista. No Sul e Litoral, em função dos maiores volumes de chuva, a umidade relativa do ar média, mesmo no mês de julho, devido ao efeito das frentes frias e do oceano, permanece superior a 77%. No Mês de Dezembro é nas regiões Sudeste, Leste e Nordeste que a umidade relativa apresenta os valores mais elevados, superior a 78% em média, em função dos maiores volumes de chuva e temperaturas mais amenas registrados no referido mês. A umidade relativa do ar tende a reduzir em direção à região Centro-Leste, permanecendo ainda superior a 70%.
Algumas áreas das regiões Sul, Centro-Sul, Sudeste e Leste do Estado apresentam Probabilidade de ocorrência de Geada nos meses de inverno que superam os 40%. Probabilidade entre 20 a 40% é observada para as demais áreas das regiões previamente mencionadas, acrescidas do Centro-Leste, e parte da região Central do Estado, restringindo, em função desse risco climático, a apenas uma época de produção vitícola por ano, realizada nos meses de primavera-verão. Na grande área Central, Norte e Oeste do Estado a probabilidade de ocorrência de geada nos meses de inverno é inferior a 20%, surgindo assim, principalmente no Noroeste do Estado, uma possibilidade de produção vitícola nos meses de outono-inverno.