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Monitoramento Agrometeorológico da Região Sul
MONITORAMENTO: Na última semana a região Sul do país continuou com baixo índice de precipitação. As maiores chuvas registradas ficaram entre 10 e 20 mm nos arredores de Urubici em Santa Catarina. No restante da região Sul os acumulados não ultrapassaram os 10 mm. Com a maior parte da área sem qualquer volume de chuva registrado do período. Quanto à umidade do solo, na última semana, os maiores teores foram registrados na região de Urubici, Bela Vista do Toldo, Santa Terezinha e Doutor Pedrinho em Santa Catarina, na região entre Nova Fátima e Jundiaí do Sul, a cerca de Curitiba no Paraná e nos arredores de Gramado e de Cambará do Sul no Rio Grande do Sul, marcando entre 50 e 70 mm. Nas áreas em volta destas já citadas, além da região de Mostardas, Palmares do Sul, Camaquã, Caçapava do Sul, Santo Augusto e Santiago no Rio Grande do Sul, de Jardim Olinda, Querência do Norte, Alto Paraíso, Nova Santa Rosa, Goioerê, Presidente Castelo Branco, General Carneiro, Inácio Martins e Carambeí no Paraná a umidade do solo ficou entre 25 e 45 mm. No restante da região Sul os teores de umidade do solo ficaram entre 0 e 20 mm no período considerado. Quanto à estiagem agrícola, nos arredores de Adrianópolis e Rio Negro no Paraná, localizam-se as áreas onde há mais dias sem chuvas acima de 10 mm, registrando entre 90 e 120 dias. Entretanto na região de Jacarezinho, Jundiaí do Sul, Santa Mariana no nordeste do Paraná, em todo o oeste paranaense e na região envolvida pelos municípios de General Carneiro, Guarapuava, Cascavel e Pranchita no sul do mesmo estado e a cerca de Morretes no leste do Paraná, em todo o centro e sul de Santa Catarina além da região entre Xanxerê e Treze Tílias no oeste catarinense, assim como na região entre Mostardas, Cambará do Sul, São Francisco de Paula e Viamão no nordeste gaúcho, dos arredores de Barra do Quaraí e na área envolvida pelos municípios de Jaguarão, Dom Pedrito, Santiago, Palmeira das Missões, Santa Maria e Piratini no Rio Grande do Sul a estiagem agrícola está entre 0 e 40 dias. No restante da região Sul do país há entre 40 e 80 dias sem chuvas acima de 10 mm.
Os agricultores gaúchos que foram afetados pela estiagem estão recebendo novas sementes de milho. A maior parte dos grãos será destinada à produção de silagem usada na alimentação do gado. Metade dos nove hectares plantados com milho foi perdida na propriedade de um agricultor no norte do Rio Grande do Sul. O produtor, que decidiu aproveitar a distribuição de sementes para fazer novo plantio, quer usar o grão para fazer silagem e reduzir os custos com o gado. De acordo com o último levantamento feito pela Emater, houve queda de 46% na produção de milho no estado relação à safra de verão passada. Quem perdeu a lavoura não precisará pagar pelas sementes retiradas através do programa troca-troca do governo do estado. Já o agricultor que pegar a semente agora pagará quando a safra for colhida. Apesar da Secretaria Estadual de Agricultura disponibilizar mais 40 mil sacas de semente de milho, nem todos os agricultores poderão aproveitar. “Dentro do estado o relevo não é o mesmo. Então, nas regiões mais altas, de clima mais frio, se a pessoa plantar a safrinha, de repente, pode gear cedo e ocorrer perda da safrinha. Mas em grande parte de regiões do Rio Grande do Sul, com clima mais quente, pode e deve ser plantado”, diz um técnico agropecuário da Emater. A saca, que sai por R$ 88,00, custa cerca de 30% do valor que é cobrado no mercado. A medida irá beneficiar mais de nove mil agricultores de todo o Rio Grande do Sul. O produtor, que deve estar inscrito no Pronaf, pode retirar até duas sacas de 20 quilos. “Todo agricultor pode buscar junto à prefeitura e ao sindicato que tem convênio com o governo do estado para pegar esse milho. Cada agricultor pode retirar até duas bolsinhas de milho para fazer o plantio emergencial”, explica o coordenador da Secretaria do Desenvolvimento Rural. (Com: G1.com) |
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