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MONITORAMENTO: As chuvas do Sudeste destes últimos 7 dias foram maiores nas proximidades de Guanhães com precipitações que alcançaram os 220 mm. Nas áreas ao redor desta, na região envolvida por municípios como Leopoldina, Juiz de Fora e Ouro Preto em Minas Gerais, e na região de Sapucaia e Nova Friburgo no centro do Rio de Janeiro, as precipitações ficaram entre 130 e 170 mm. Nas áreas que circundam estas citadas de maior precipitação e nos arredores de João Pinheiro em Minas Gerais, as chuvas acumularam entre 90 e 120 mm. Porém no Espírito Santo, no Triângulo Mineiro, no norte de Minas Gerais e na faixa entre Laginha e Jequitinhonha no nordeste mineiro e na região envolvida por municípios como Araras, Ribeirão Preto e Jaboticabal no estado de São Paulo as chuvas foram bem escassas, acumulando de 0 a 30 mm. No restante do Sudeste os acumulados ficaram entre 40 e 80 mm. Quanto à umidade do solo, os teores mais altos estão no extremo sul de Minas Gerais, entre Camaducaia e Ouro Fino e nos arredores da capital Belo Horizonte em Minas Gerais, na região de Itápolis, Iacanga, Capão Bonito, Valparaíso e Mirante do Paranapanema no estado de São Paulo registrando entre 50 e 70 mm. Nas áreas ao redor destas de maior precipitação, no oeste do Espírito Santo, no extremo sul do Rio de Janeiro, na região de José Bonifácio, Rancharia, Santa Cruz do Rio Pardo, Piracicaba, Itapetininga e Botucatu em São Paulo, nos arredores de Ituiutaba, Uberaba, Patrocínio, João Pinheiro, Abaeté e na região entre os municípios de Lima Duarte, São João Del Rei e Belo Horizonte em Minas Gerais, onde os teores de umidade ficarão entre 25 e 45 mm. Nas áreas restantes do Sudeste, os teores de umidade do solo variaram de 0 a 25 mm no período considerado. Com relação à estiagem agrícola, as regiões de Casa Branca e de Barra do Turvo em São Paulo são as áreas com mais dias sem chuvas acima de 10 mm, entre 110 e 160 dias. Nas áreas ao redor destas, no extremo sul do estado de São Paulo, nas proximidades de Catanduva e de Itariri em São Paulo; na faixa entre São Sebastião do Paraíso e São Roque de Minas, nos arredores de Cristina, na faixa entre Divino e Gouveia e em todo o norte de Minas Gerais há entre 50 e 100 dias de estiagem agrícola. No restante do Sudeste, há entre 10 e 40 dias sem chuvas maiores que 10 mm.
Em Minas Gerais o excesso de chuva prejudica a produção de maracujá. A plantação de maracujá nos quatro hectares de um agricultor de Patrocínio, no Alto Paranaíba, está com menos frutos do que ele esperava. O problema que causou a menor produção de frutos atingiu a maioria dos produtores de maracujá da região. O excesso de chuva nos últimos meses prejudicou a polinização. “O maracujazeiro é uma espécie que depende de polinização cruzada, ou seja, a flor de uma planta tem que cruzar com a flor de outra planta, então o excesso de chuva causou a paralisação de um inseto, que não aparecia para fazer a polinização e mesmo quando aparecia, a chuva acabava lavando o grão do pólen”, explica um agrônomo da região. Na região de Patrocínio, 85 produtores cultivam o maracujá em cerca de 190 hectares e colocam no mercado mais de 2 mil toneladas do fruto por ano. Nesta safra, por causa da grande quantidade de chuva, a produção deve baixar para 1.500 toneladas, queda de 25%. (Com: G1.com)
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